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04 abril 2017

ALIMENTOS: ESTA DOUTORA DESCOBRIU A CURA PARA O CÂNCER EM 1951…MAS “ELES” ESCONDERAM ISSO DE NOS!

Se te custa a acreditar, então tens mesmo que ler esta notícia, e talvez fiques esclarecido sobre a grande “indústria farmacêutica” e o seu poder e objetivos.
CURA PARA O CANCER
Já ouviu falar do protocolo Budwig? Nunca? Então tens que saber do que se trata, pois temos uma informação que te pode ser muito útil.
 

 Nos anos 1920, o dr. Otto Warburg, ganhador do Prémio Nobel em 1931, declarou: “O crescimento das células cancerígenas é iniciada por uma relativa falta de oxigénio. O ancro não pode viver num ambiente rico em oxigénio”.
 

 Na década de 1950, a dra. Johanna Budwig, uma das mais conceituadas bioquímicas da Alemanha e uma das melhores pesquisadores de cancro de toda a Europa, desenvolveu um tratamento simples que é até hoje considerado uma das melhores alternativas para a obtenção da cura do cancro de forma natural.
 

 Ela nasceu em 1908 e viveu até os 95. Sete vezes foi indicada ao Prémio Nobel de Medicina.
 

 A dra. Budwig tinha uma taxa de sucesso de 90% com seu tratamento para todos os tipos de pacientes com cancro. E isso graças à dieta Budwig, criada pela médica alemã em 1951.
 

 Esta dieta auxilia no tratamento de hipertensão arterial, cancro, artrite, artrose, esclerose múltipla e outras patologias.
 

 A cientista alemã descobriu que a gordura da semente de linhaça é o elemento-chave na cura do cancro.
 

 A Dra. Budwig concluiu, depois de vária pesquisas, que todos os pacientes diagnosticados com cancro tinham uma característica comum: um sistema imunitário profundamente debilitado e carência profunda de muitos micronutrientes, principalmente de ácidos graxos essenciais, como ômega 3 e ômega 6.
 

 Para recuperar a saúde dos seus pacientes, ela prescrevia uma dieta quase toda vegetariana e a ingestão de óleo de linhaça – fonte abundante de ômega 3 e 6 – misturado ao queijo cottage, a proteína sulfurada que facilita o transporte dos elétrons das moléculas de ômega 3 e 6 para dentro das células.
 

 O objetivo de sua dieta é conseguir uma respiração celular eficiente – células cancerígenas não sobrevivem num ambiente rico em oxigénio, como bem observou o dr. Otto Warburg, citado no início.
 

 É claro que um tratamento tão simples, com taxa de cura de mais de 90%, gera muita desconfiança, especialmente dos mais céticos. Por isso foi procurado o testemunho de pessoas que foram curadas graças a ele.
 

 Então encontramos um grupo no site do Yahoo chamado flaxseedoil2 (flax seed oil, óleo de linhaça), do qual fazem parte mais de 20 mil pessoas. Isso mesmo, mais de 20 mil pessoas que trocam experiência e relatam casos de cura de cancro.
 

 Há muita informação nesse grupo e o mais impressionante: vários depoimentos de pacientes que melhoraram drasticamente em poucos meses e a cura até de pacientes em estado sérios de metástase, pacientes com apenas dias de vida! Tumores que diminuíram em 2, 3 meses…
 

 O grupo é aberto e qualquer pessoa pode participar. Pode acessar à página AQUI.
 Se não entende inglês, recorra a um programa de tradução, como a tradução automática do google, pois vale muito a pena ter acesso às informações do grupo.
 Tudo é muito sério e honesto nesse fórum. Ninguém vende ervas, remédios ou suplementos.
 

 E a maior prova de que não existe armação é que os endereços de e-mail de todos os membros estão lá expostos, sendo assim possível entrar em contato com eles para confirmar o depoimento.
 

 O carro-chefe do protocolo da dra. Budwig é uma mistura de óleo de linhaça puríssimo, prensado a frio e o mais fresco possível, com queijo cottage.
 cura_cancro
 

 Esta é a receita:  
 De meia a uma xícara de chá de queijo cottage pobre em gordura e orgânico.
 Uma colher de sopa de óleo de linhaça (virgem, puro, prensado a frio, não processado; vende-se em lojas de produtos naturais e na internet).
 

 Liquidifique os dois ingredientes, acrescentando um pouco de água para poder processar.
 Tome diariamente.
 

 Além disso, é preciso ter cuidado com a alimentação.
 

 Dieta recomendade pela Dra. Budwig (sugestão)
 

 Vegetais frescos e orgânicos: 4 a 6 xícaras.
 

 Temperar a salada com óleo de linhaça e 1 a 2 colheres de semente de linhaça moída na hora.
 

 Incluir se possível brócolos, couve e cogumelos maitake.
 Frutas frescas: 3 a 4 de tamanho médio ao dia.
 

 Peixe fresco (de preferência de água fria, como bacalhau e sardinha): 120 a 250 gramas.
 Carne fresca: sem hormónios, sem antibióticos e pobre em gordura: 100 gramas duas a três vezes por semana.
 

 Pão integral e cereais integrais:
 de 3 a 4 copos ou porções.
 Líquidos
 

 Água mineral sem gás, se possível purificada por osmose reversa e ozonização – 8 copos ao dia.
 

 Sumo de frutas frescas (os sumos cítricos devem ser tomados longe do óleo de linhaça com queijo cottage).
 Desjejum
 Sumo de frutas
 

 Cereais: semente de linhaça, grãos integrais, salada de frutas, a mistura de óleo de linhaça com queijo cottage, 1/3 a ½ xícara de leite pobre em gordura e mel, tudo no liquidificador.
 

 Ovos: misture 2 ovos (caseiros de preferência), sem hormónios artificiais, com 1 colher de chá de óleo de linhaça e 1 colher de sopa de queijo cottage.
 Adicione tomate picado, cebola, pimentão, ervas e especiarias e lentamente cozinhe ou asse.
 

 Almoço e jantar  
 Salada: qualquer mistura de vegetais e folhas verdes ou frutas.
 Molho da salada: misture queijo cottage com óleo de linhaça e acrescente um dos ingredientes abaixo:
 mostarda (1 colher de sopa de mel e ½ colher de mostarda dijon);
 creme italiano: vinagre e ervas italianas (acrescente combinações de mostarda, alho, cebola em pó e anchova amassada);
 picadinho de espinafre, abóbora, salsinha e limão
 picadinho de chili, pimentão vermelho, tomate, cebola, ervas e especiarias;
 mel, nozes esmagadas, sementes de linhaça ou gergelim moídas e uma pitada de canela, limão ou mostarda, se desejar.
 

 Sopa  
 Dilua a mistura básica com leite de baixo teor de gordura e acrescente tomate, alho, cebola, abóbora e pimentão.
 Prepare sua sopa preferida da maneira usual e acrescente o mix Budwig.
 Faça uma sopa de tomate e cebola do modo usual e acrescente o mix Budwig.
 Use vegetais levemente cozidos e depois cobertos com óleo de linhaça e especiarias.
 Mel e óleo de linhaça ficam ótimos com batata-doce.
 Batata assada é ótima com o mix Budwig ou somente com óleo ou cebola.
 Sobremesa
 
A mistura básica mais uma xícara de pêssegos, cerejas, nozes, castanha-do-pará, noz-pecã, amêndoa, canela e mel.
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ESTÃO ENVENENANDO NOSSAS COMIDAS E ESSA É UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DAS DOENÇAS ATUAIS

Você iria ficar surpreso se eu lhe dissesse que empresas como a Monsanto e a grande industria farmacêutica está usando toxinas na população, a fim de se certificar de que fiquem dependentes de seus produtos e coloquem mais dinheiro em seus bolsos?
ESTÃO ENVENENANDO NOSSA COMIDA
Embora possa soar como algo saído de um filme de ficção científica, a verdade é que estamos constantemente a ser bombardeados com venenos, produtos químicos, a geoengenharia, flúor e outras coisas que propositadamente nos emburrecem e destroem o planeta.


Você também se surpreenderia se eu lhe disser que a elite toma suplementos especiais que removem especificamente tais toxinas? Que eles têm o dinheiro e a capacidade de remover os perigosos impactos produtos químicos e toxinas de seus corpos, quase como que ele se tornem imunes? Esta é, afinal, a razão pela qual você raramente ouvir de um político famoso ou um banqueiro com câncer.


Bem, agora é a hora de mudar isso. Hora de colocar o poder nas mãos do povo. No vídeo abaixo o CEO do ''Chá da mudança de Vida'' Ronnie McMullen, um homem que sofria de diabetes devido às duas toxinas prejudiciais que estão sendo empurradas sobre a humanidade, conta como seu corpo teve uma virada dramática para melhor após consumir o chá milagroso.


Esta é a resposta para como você também possa estar livre desse maldito jogo de xadrez do governo. No vídeo baixo eles discutem os segredos assustadores que a Monsanto está tentando esconder da população, a verdade monstruosa sobre os vírus genéticos, e o surto do vírus Zika. Além disso ele sugere uma solução para ajudar a sua saúde. Por favor, por favor, não perca este relatório crítico ...

Confira o vídeo:



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Restos de carne estão sendo reprocessados para virar sorvete

Red-Meat
Parece não haver limites para o que a indústria de alimentos processados faz para maximizar seus lucros, mesmo que isso signifique reprocessar resíduos animais de carne e adicioná-los a alimentos completamente alheios, como o sorvete.
Este é o mais recente esforço por pesquisadores de alimentos industriais na Itália, na Bélgica e em outros países, que estão agora desenvolvendo novos métodos para transformar as sobras da indústria de carne em um pó rico em proteínas e resíduos para a fábrica da indústria alimentar.

Por mais nojento quanto parece, tecidos não utilizados como músculos, tendões, ossos e outros subprodutos de origem animal são carregados com proteínas e gorduras que normalmente acabam em aterros sanitários. De acordo com FoodProcessing.com, até 50% do peso do animal processado pela indústria da carne são compostados, descartados ou incinerados.

Mas a ciência moderna está querendo basicamente reciclar este desperdício e transformá-lo novamente em alimentos.
Mas esta coisa chamada de comida não será reconhecida como uma entidade própria, pelo menos não no sentido tradicional.
Todos esses ossos, aparas de carne, e sobras de aves podem efetivamente ser transformados em que a indústria de alimentos tem apelidado de "hidrolisados protéicos de origem animal." Estes hidrolisados são basicamente proteína liquefeita ou em pó e misturas de gordura que podem ser adicionadas a todos os tipos de outros alimentos processados para aumentar seu conteúdo nutricional geral.
Para a indústria de alimentos, transformar dejetos animais em alimentos irá agregar valor aos alimentos que podem faltar na alimentação. A Proliver, com sede na Bélgica, por exemplo, já fabrica uma "proteína em pó" de galinha e de peru, que aparentemente pode ser injetada em outros produtos de carne e usado para engrossar ou enriquecer outros alimentos.

Uma empresa russa admitiu abertamente que planeja usar hidrolisados de proteína animal para "enriquecer" sorvete. Segundo relatos, a empresa, conhecida como Mobitek-M, já construiu uma fábrica na região de Belgorod da Rússia, que é capaz de processar cem toneladas de "proteína animal funcional" por dia.

Fontes:
Natural News , Fatos Finais Apocalipse
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24 março 2017

10 Coisas que você deve saber sobre os alimentos que você consome

alimentos-

 

Saiba sobre os alimentos

 

01 - Comer salada é saudável? Deveria ser!

 

 

Você sabe o que tem nos vegetais que sua família come? Sabe de onde eles vêm?  De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 15% dos alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam taxas de resíduos de veneno (pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou, coletivamente, agrotóxicos) em níveis prejudiciais à saúde. Desde 2008, o Brasil...
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02 - Estamos sendo envenenados e ja faz tempo, agora todos estão vendo que era verdade o que se dizia!

 

Frigorífico Peccin vendia até carne estragada, diz PF Executivos de diversas companhias e fiscais do Ministério da Agricultura foram presos na maior operação já realizada pela PF   São Paulo – Um dos frigoríficos que foram alvos, hoje, da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o Peccin, do Paraná, é acusado de ter usado carne estragada em seus produtos. A informação foi dada por...
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03 - Denuncia, Produtos da Seara com péssima qualidade sendo vendido

 

Denuncia Produtos da Seara com péssima qualidade sendo vendido ...
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04 - Inspetores descobrem que estão usando monóxido de carbono para as carnes parecerem mais frescas

 

Depois de leres este artigo vais passar a ter muita mais atenção e cuidados ao escolheres a carne que vais levar para comer! Tens de saber isto! A indústria tem tem tentado esconder mas foram descobertos e a polémica está instalada!    Quando estamos no supermercado a procurar uma carne para o jantar, aquilo que temos em conta mais rapidamente é o aspecto vivo da carne. ...
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05 - Médicos descobrem raiz que pode matar o câncer em menos de 48 horas mas, ninguém soube disso..

 

A medicina alternativa é cada vez mais o centro das atenções. Ela tem sido alvo de investigações e interesse por parte de médicos e cientistas por todo o mundo. Quando estamos doentes, costumamos recorrer a comprimidos e tratamentos químicos. Mas existem plantas, usadas desde a antiguidade, que têm efeitos muito menos nocivos e mais benéficos para a nossa saúde. Um exemplo disso é o dente...
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06 - ALIMENTOS: CIENTISTA DE HARVARD SUPLICA: "EVITE O LEITE PELA SUA SAÚDE"

 

Cientistas de Harvard suplicam para que paremos com o leite. David Ludwig, médico e doutor especializado em nutrição, publicou diversos artigos acadêmicos focados nos efeitos nocivos de bebidas adoçadas e leite. . Segundo sua última publicação – em Setembro de 2013 – o consumo excessivo de açúcar é diretamente ligado à obesidade,  by TermTutor">DIABETES, dores inflamatórias,...
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07 - Consumo de isotônicos pode causar obesidade e perda de dentes em crianças e adolescentes

 

Uma pesquisa britânica revelou que um grande número de crianças e adolescentes estão correndo risco de ficar com os dentes enfraquecidos ou desenvolver obesidade por consumir bebidas isotônicas com alto teor de açúcar. A Universidade de Cardiff entrevistou crianças entre 12 e 14 anos e constatou que 68% disseram usar o produto uma vez por semana. Os pesquisadores afirmaram que a maioria dos pais...
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08 - ESTÃO ENVENENANDO NOSSAS COMIDAS E ESSA É UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DAS DOENÇAS ATUAIS

 

Você iria ficar surpreso se eu lhe dissesse que empresas como a Monsanto e a grande industria farmacêutica está usando toxinas na população, a fim de se certificar de que fiquem dependentes de seus produtos e coloquem mais dinheiro em seus bolsos? Embora possa soar como algo saído de um filme de ficção científica, a verdade é que estamos constantemente a ser bombardeados com venenos,...
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09 - Refrigerante faz mal a Saúde

 

 

05/06/2016 Pesquisa mostra que excesso de refrigerante pode provocar sérios problemas musculares e cardíacos. Um novo estudo mostra que pessoas que bebem grandes doses diárias de refrigerante podem ter sérios problemas musculares e até cardíacos devido à queda do nível de potássio no sangue. Os pesquisadores analisaram pessoas que bebiam entre dois e nove litros de refrigerante por dia, incluindo...
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10 - Alcoolismo na Família: Uma analise sobre o impacto social na vida de crianças e adolescentes

 

Este trabalho tem o objetivo de analisar o impacto social para a vida de crianças e adolescentes que convivem com o problema do alcoolismo na família. Busca-se demonstrar as principais consequências do alcoolismo e a forma como este afeta a vida dos indivíduos no que diz respeito às suas relações familiares. O tema é relevante, pois, durante estágio no CRAS – Centro de Referência da Assistência...
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20 março 2017

Comer salada é saudável? Deveria ser!

10 mais agrotoxicos


Você sabe o que tem nos vegetais que sua família come? Sabe de onde eles vêm? 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 15% dos alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam taxas de resíduos de veneno (pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou, coletivamente, agrotóxicos) em níveis prejudiciais à saúde.


Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos.



Na safra de 2009, foram utilizadas 1 milhão de toneladas de defensivos agrícolas, adubos e fertilizantes, e esse recorde deve ter sido superado em 2010,2011 e 2012.
Isso acontece por causa do modelo de produção brasileiro, baseado no agronegócio.

Incentivados pelas políticas públicas, os produtores compram “pacotes tecnológicos”, com sementes (muitas vezes, transgênicas), fertilizantes e agrotóxicos.

Em entrevista ao Portal Ecodebate, a pesquisadora da Fiocruz Lia Giraldo explica que "desde a década de 70, exatamente no ano de 1976, o governo criou um plano nacional de defensivos agrícolas. 

Dentro do modelo da Revolução Verde, os países produtores desses agroquímicos pressionaram os governos, através das agências internacionais, para facilitar a entrada desse pacote tecnológico. 

Em 1976, o Brasil criou uma lei do plano nacional de defensivos agrícolas, na qual condiciona o crédito rural ao uso de agrotóxicos. 

Assim, parte desse recurso captado deveria ser utilizada em compra de agrotóxicos, que eles chamavam, com um eufemismo, de defensivos agrícolas. 

Então, com isso, os agricultores foram praticamente obrigados a adquirir esse pacote tecnológico". 

Quem enriquece são as grandes multinacionais. 

As seis maiores empresas produtoras de agrotóxicos no mundo (Syngenta, Bayer, Monsanto, Basf, Dow e DuPont) concentram cerca de 70% do mercado de sementes, agrotóxicos, fertilizantes e transgênicos. 

monocultura de soja transgênica

obs: ao contrário do que muitas vezes afirmam as empresas, o uso de transgênicos não minimiza os custos e nem o uso de agrotóxicos. 

Só no caso da soja (75% transgênica no Brasil), a venda de herbicidas aumentou mais de 200% na última década, enquanto o aumento na área plantada foi de 67%.

Para combater as pragas e aumentar a produção, os agricultores compram venenos que também fazem mal às próprias plantas que produzem, precisando comprar em seguida adubos e fertilizantes, que – mera coincidência – são produzidos e comercializados pelas mesmas empresas que produzem os agrotóxicos. 

Um dos efeitos que os agrotóxicos têm é matar bactérias benéficas, como as fixadoras de nitrogênio, um nutriente necessário para as plantas. 

Torna-se necessário, então, aplicar fertilizantes (cujo elemento principal é o nitrogênio). Só que, depois de aplicado no solo, cerca de 1% do nitrogênio dos fertilizantes é liberado para o ar na forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2. 


Os resíduos de fertilizantes vão parar em lagos, rios, lençóis freáticos e até no mar, causando um grande desequilíbrio ecológico: primeiro, eles fertilizam algas e plantas aquáticas, que crescem além da conta. 

Só que, quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água, matando todos os peixes e outros animais. 

Existem cerca de 400 zonas mortas nos mares, hoje, por causa desse fenômeno. 

O uso de fertilizantes tem mais um efeito nocivo, este para a nossa alimentação: as frutas cultivadas com eles têm menos nutrientes, como ferro e vitamina C, que as orgânicas. 

As plantas crescem e começam a produzir mais rápido, tendo raízes menores e menos tempo para acumular nutrientes nos frutos.
O uso continuado dos venenos também, por um simples mecanismo de seleção, provoca a resistência das pragas. 

Com o tempo, os agrotóxicos deixam de funcionar, obrigando o agricultor a aumentar a dose ou a comprar um novo produto, num ciclo vicioso (ótimo para quem vende agrotóxicos!)

ilustração de Mike Baldwin - resistência a pesticidas

Quer mais? 


Um outro ranking coloca o Brasil entre os primeiros em acidentes por intoxicação com agrotóxicos.



Segundo a Tribuna do Interior, em 2008 foram registrados, somente no Sul do país, 1.139 casos de intoxicação, segundo o Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas (Sinitox), órgão vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

A Anvisa estima que, para cada caso conhecido, 50 não tenham sido informados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% dos trabalhadores expostos a agrotóxicos no mundo sofrem algum tipo de intoxicação.
Os agrotóxicos estão entre os principais fatores de risco para a saúde da população, afetando os trabalhadores rurais, os consumidores e o meio ambiente.
E o pior de tudo é que o Brasil é o principal destino dos agrotóxicos proibidos no exterior.

Dez variedades vendidas livremente por aqui não circulam na União Europeia e Estados Unidos, alguns nem em vários países da África e até no Paraguai. 

Ao invés de ser um argumento para que tenhamos cautela com relação a esses agrotóxicos, a proibição em outros países aumenta a pressão das empresas pelo aumento das vendas no Brasil e contra as avaliações da Anvisa, para não perder mercado. 

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil – justamente os que possuem evidências de serem perigosos – têm aumento anormal de consumo entre os produtores brasileiros. 

Para reverter isso, seria preciso uma lei que controlasse a importação de agrotóxicos sob suspeita. Mas, é claro, as empresas, com auxílio de setores do governo, farão todo o possível para evitar que isso aconteça.
Em 2008, a Anvisa colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos (utilizados em mais de 200 agrotóxicos), dentre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós, com base em indícios de riscos à saúde. 

Entretanto, uma série de decisões judiciais impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação dessas substâncias. "Empresas de agrotóxicos e o próprio Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola recorreram ao Judiciário para impedir a Anvisa de cumprir seu papel", critica a consultora jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), Andrea Salazar. 

Após muita luta, a Anvisa conseguiu reverter as decisões judiciais. 

De lá pra cá, já foram divulgados os resultados de algumas dessas reavaliações. 

Resultados publicados em agosto de 2010 determinam o banimento total da cyhexatina até julho de 2011 e apresentam o indicativo do banimento da utilização de acefato, metamidofós e endossulfan

Os indicativos de banimento da Anvisa são analisados por uma comissão tripartite formada pela própria Anvisa, o Ibama e o Ministério da Agricultura. 

Segundo a Anvisa, mesmo em pequenas doses, esse agrotóxico provoca intoxicação. 

agrotóxicos perigosos nos alimentos segundo a Anvisa

Em junho de 2010, a Anvisa divulgou os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que ainda em 2009 analisou 20 culturas (abacaxi, alface, arroz, banana, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho, tomate e uva) em 26 estados do Brasil. 

Apenas Alagoas não participou. 

Os dados mostram que agrotóxicos com alto risco para a saúde humana são utilizados sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal. 

Em 15 das 20 culturas analisadas foi encontrada presença irregular de agrotóxicos – em níveis acima do permitido pela legislação ou utilizados em culturas para as quais não estão autorizados. 

Dentre eles, o acefato, o metamidofós e o endossulfan. 

Nenhuma das culturas possui autorização de uso do agrotóxico endossulfan, que já é proibido em 45 países e causou mortes por intoxicação na Colômbia (veja a lista de países que baniram o endossulfan e de seus motivos), porém, os resultados demonstraram a presença do veneno em 14 delas. 

resultados insatisfatórios do PARA - agrotóxicos perigosos nos alimentos

O gráfico acima mostra os resultados insatisfatórios do PARA, por alimento, considerando apenas os ingredientes ativos de agrotóxicos que estão em reavaliação toxicológica na Anvisa devido aos seus efeitos negativos para a saúde humana. Em vermelho está o endossulfan.


Quanto veneno pode ter na água que bebemos?

O modelo de agricultura baseado no agronegócio foi um dos temas do I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental (I SIBSA), realizado de 6 a 10 de dezembro em Belém do Pará. 

No encontro, foi aprovada uma moção contra o uso de agrotóxicos na agricultura e cobra a mudança do modelo de cultivo para uma plataforma agroecológica. 

No dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, deve ser lançada a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Outra moção aprovada durante o Simpósio questiona a revisão da portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, que regulamenta quais e que quantidades de substâncias podem estar na água para consumo humano. 

A moção critica a tentativa de aumento do limite máximo de glifosfato (o Roundup da Monsanto; uma das substâncias que a Anvisa quer reavaliar pelo risco de danos à saúde) na água potável e a falta de diálogo com setores ligados à saúde ambiental durante o processo. 

Para Wanderlei Pignati, professor do Núcleo de Estudos Ambientais da UFMT, ao analisar o histórico das portarias de potabilidade da água no Brasil – a primeira, 56/1977; a segunda, 36/1990; e a terceira, 51/2004 – verifica-se que a legislação foi "legalizando a poluição": "A primeira portaria diz que pode ter na água para consumo humano 10 metais pesados, nada de solventes, 12 agrotóxicos e nenhum produto de desinfecção doméstica, com exceção do cloro. 

Já na segunda portaria, editada 13 anos depois, os metais pesados passaram para 11, os solventes para 7, os agrotóxicos para 13 e os produtos de desinfecção passaram para dois". 

Hoje, em um litro de água que bebemos, pode-se ter 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 produtos de desinfecção. "Vão poluindo, aumentando o uso de agrotóxico, de metais, de solventes, de desinfetantes e isso começa a ser permitido na água". 

Segundo a representante da Anvisa Letícia Silva, em um estudo feito pela UFMT em parceira com a Fiocruz foi encontradoendossulfan em águas de chuva coletadas no Mato Grosso. As pessoas podem estar bebendo água contaminada. 

Também é preocupante o fato de que as maiores produções agrícolas do país, que utilizam quase 80% dos agrotóxicos consumidos, encontram-se justamente sobre o aqüífero guarani, maior reservatório subterrâneo de água potável do mundo. 


Mas, esses venenos não fazem mal para as pessoas. Não é?

"Aconteceu em outubro de 2009, no interior do Espírito Santo. Foi feita uma pulverização aérea de agrotóxicos em uma plantação de café próxima a uma escola. 
Os aviões passavam perto da escola despejando os agrotóxicos e as aulas não puderam continuar. Por causa do cheiro forte, as crianças começaram a passar mal e algumas chegaram a desmaiar".
Relato do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Seminário Nacional contra o Uso de Agrotóxicos(outubro/2010)
Segundo a Anvisa, "de acordo com os conhecimentos científicos atuais, se ingerirmos quantidades dentro dos valores diários aceitáveis (IDA) não sofreremos nenhum dano à saúde."

O consumo além dessas quantidades pode resultar em diversos sintomas, dependendo de qual a substância ingerida (existem mais de 400 pesticidas liberados no mercado), o nível de exposição a estas e outras substâncias, idade, peso, tabagismo etc. 

Esses sintomas podem surgir logo após o contato com o produto (os chamados efeitos agudos) ou só após semanas ou anos (efeitos crônicos). Algumas substâncias tóxicas permanecem no nosso organismo por toda a vida.

Os sintomas podem variar de dores de cabeça, coceiras e alergias até distúrbios do sistema nervoso central ou câncer, nos casos mais graves de exposição.

Alguns males agudos e crônicos que podem ser causados pelos venenos:
-Dor de cabeça;
-Tontura, fraqueza, mal estar;
-Tremores no corpo;
-Diarréia;
-Convulsões;
-Desmaios;
-Irritação de nariz, garganta e olhos;
-Náuseas, vômitos;
-Falta de ar, problemas respiratórios;
-Dores no corpo;
-Problemas nos rins e/ou fígado;
-Feridas, queimaduras e alterações na pele;
-Depressão;
-Câncer;
-Distúrbios hormonais;
-Distúrbios neurológicos;
-Problemas reprodutivos;
-Má formação fetal
Carlitos: bebê com deficiências atribuídas a pesticidas


Carlitos, bebê com defeitos de nascença atribuídos a pesticidas. 






aplicação de agrotóxicos sem proteção adequada: este homem está arriscando sua vida

Quem mais sofre esses efeitos é o trabalhador rural. 

É muito importante utilizar equipamentos de segurança (roupa adequada, máscaras, botas, luvas, chapéu, óculos de proteção...) e utilizar os produtos corretamente. 

Porém, mesmo tomando-se todas as providências, alguns venenos continuam sendo muito perigosos, como o endossulfan. 


E agora? Devo parar de comer salada?



Claro que não! 

Mas, então, como proteger a saúde da sua família (e, de quebra, o meio ambiente e saúde dos trabalhadores rurais)? 

Dando preferência aos alimentos orgânicos! 

Além de não conterem agrotóxicos e não agredirem o ambiente, os orgânicos possuem mais nutrientes que os alimentos convencionais. 

E alguns agricultores estão percebendo que sementes produzidas e guardadas por eles são mais produtivas e têm menor custo do que as sementes das multinacionais. 

Atenção para o selo de certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), do Ministério da Agricultura: 

selo Sisorg de produtos orgânicos

Muitos produtos vendidos como “orgânicos” não têm certificação adequada, podendo ser até enganação para cobrar mais caro do consumidor. 

Mas esse quadro deve mudar, agora que novas regras para regulamentação passaram a valer em 1º de janeiro deste ano, e os produtos comercializados como orgânicos devem obrigatoriamente conter esse selo.
Eu sei que eles são mais caros e pesam no bolso de muita gente. 

Mas vale a pena economizar com consultas e remédios mais adiante! 

Pelo menos, considere substituir por orgânicos os produtos que mais utilizam agrotóxicos comprovadamente prejudiciais, segundo as análises da Anvisa. 
De 20 produtos agrícolas analisados no PARA, aqui está o Top 10 dos alimentos com mais agrotóxicos: 

dez produtos mais contaminados por agrotóxicos dentre os 20 avaliados pela Anvisa em 2009

Isto significa que, de cada dez pimentões à venda no supermercado, oito estão contaminados e representam risco à saúde. 

A cultura analisada que apresentou melhor resultado foi a da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas. 

Outras medidas apontadas pela Anvisa para reduzir a ingestão de agrotóxicos, além da substituição por orgânicos: procurar sempre alimentos de origem identificada, pois isto aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos; preferir alimentos da época; e lavar bem os alimentos com água limpa, deixá-los de molho em água com cloro ou vinagre e depois lavar novamente em água limpa (esse procedimento pode retirar parte dos agrotóxicos presentes no exterior dos alimentos, mas não tira a maior parte deles, que penetra na planta). 

Vale lembrar que lavar o alimento é sempre bom, mesmo se ele for orgânico. 
Segundo notícia do Correio do Estado, no ano passado o mercado interno de orgânicos cresceu 40% em relação a 2009, e o externo, 30%. 

Temos muito a lucrar com o banimento dessas substâncias nocivas. Além de beneficiar a saúde e o meio ambiente, ele também pode ter impactos positivos na economia nacional. Por exemplo: Europa, Japão, Estados Unidos e outros países não importam alimentos com resíduos de cihexatina. 

Porém, ainda é preciso mudar a mentalidade da maioria dos agricultores, e com décadas de incentivo ao atual modelo, isso requer um trabalho no sentido contrário. 

A pesquisadora da Fiocruz Lia Giraldo aponta que, "como aconteceu antes, quando o crédito rural foi condicionado ao uso do agrotóxico, agora pode acontecer o contrário: ser dado o crédito para aqueles que não usarão agrotóxicos, fazer o inverso e criar uma nova escola de agricultura." 
*~*~*~* 
A Revolução Verde teve graves conseqüências para a sociedade, levando a um aumento na concentração de terras e ao êxodo rural, e para o meio ambiente, verificadas na perda da fertilidade do solo, erosão, perda de diversidade genética, e na contaminação do solo, dos recursos hídricos e dos próprios alimentos pelos agrotóxicos. 

Quem ganha com esse modelo? As bilionárias multinacionais. 

Ironicamente, o modelo que promete (até hoje!) acabar com a fome no mundo leva à concentração de riquezas, à miséria e à fome. 

O argumento que tentam nos fazer engolir, de que agrotóxicos, transgênicos e expansão territorial da agricultura são necessários para salvar a humanidade da inanição, é uma mentira. 

Existe alimento para todas as pessoas do mundo. 

Mesmo com o crescimento populacional, é possível alimentar toda a humanidade sem aumentar a produção, adotando práticas como a agroecologia, o combate à desigualdade, e a adoção de uma dieta menos carnívora. 

(não apenas temos grandes áreas de pastagem que poderiam ser usadas para o cultivo – a área desmatada na Amazônia para criar gado equivale à de 100 cidades de São Paulo –, como cerca de 40% dos grãos produzidos, sendo da soja quase 80%, servem para alimentação de gado. 

Uma única peça de picanha exige 75 quilos de vegetais para ser produzida! – então não venham dizer que os vegetarianos são culpados pela expansão da monocultura de soja!). 

A tal “salvação da humanidade” está em um novo paradigma, uma nova revolução: um modelo econômico baseado na sustentabilidade. 

Se é que ainda temos salvação.


Fonte: Raízes e Azas

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