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A doutrina da Trindade, saiba de onde veio esta crença!


Doutrinas Anti-Bíblicas - A doutrina da Trindade

A doutrina da trindade, conhecida nos meios religiosos principalmente entre os católicos, como “santíssima trindade” referindo a Deus, Jesus Cristo e ao Espírito Santo como sendo uma só pessoa, ou três deuses em um único espírito, não tem fundamento bíblico, porque não há referência bíblica que a Divindade formada pelo Pai, Filho e Espírito Santo, sejam a mesma ou uma única pessoa.

A palavra trindade não consta no conteúdo bíblico, porem, alguns pregadores, passam a falar por si mesmo criando “um” Deus triuno, afirmando que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, instituindo uma doutrina de blasfêmia contra o Pai Altíssimo, que tudo criou. 
Mas desde o princípio, a Palavra não deixa sombra de dúvida quanto à existência e plenitude do PAI CRIADOR, e de Cristo, o seu amado FILHO, o qual, na ascensão ao Trono de Glória do Pai, nos enviou o Espírito Santo como nosso CONSOLADOR, para que não ficássemos órfãos.
  
A teoria da existência de um só “Deus” formado por três pessoas da Divindade é o princípio fundamental da seita dos unicistas, os quais creem em um único Deus, ou melhor, aceitam somente Jesus Cristo, acoplando as três pessoas da trindade em si mesmo, negando a plenitude do DEUS PAI, e a interação do Espírito Santo.
 
Assim como a seita das Testemunhas de Jeová, só reconhecem Jeová (dizem ser o nome de Deus), ignorando o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo como Filho do Altíssimo, como também rejeitam a existência do Espírito Santo como nosso Consolador. Essas doutrinas afrontam as escrituras, porém, não vamos entrar no mérito dessas seitas, por se tratar de doutrinas de heresia.

Uma observação: Quando referimos a Divindade como “pessoa”, evidentemente que não referimos a pessoas formadas por matéria, mas pessoas como seres espirituais, porque a Palavra afirma que Deus é Espírito, como também, Cristo, tendo habitado entre nós na forma humana, mas, morto em sacrifício vivo para remir o homem do pecado, ressuscitou ao terceiro dia, não mais com o corpo que fora desenvolvido no ventre de Maria, mas ressuscitou com um Corpo Glorificado, o qual subiu ao céu, está sentado à destra do Pai, e por nós pecadores intercede.

Vamos fazer um breve comentário sobre as pessoas do Pai e do Filho, posteriormente vamos entrar na intimidade do Espírito Santo de Deus.

Pela verdade expressa na Palavra, cremos em Deus como Pai e Criador de tudo, inclusive de Jesus Cristo, como Filho (Salmos 2.7, Hebreus 1:5 e 5.5), e de tudo que existe.
 
No princípio, deu o Senhor origem a vida e sustentação a todas as coisas, no livro de Gênesis 1.26 disse Deus:  Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. 

Podemos observar claramente que o Senhor Deus não estava só, pois Ele falou no plural e disse a alguém: “Façamos...”  Este é o primeiro sinal da existência do Senhor Jesus Cristo desde o princípio, o que fora confirmado na primeira carta de Paulo aos Coríntios 10.1-4, onde diz:  

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar... e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a Pedra era Cristo.

O próprio Senhor, no Evangelho de João 17.5 disse: E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo,com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.

E na primeira Carta Universal do Apóstolo Pedro 1.18-20, a Palavra relata: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós.

Portanto amados, como está escrito, Jesus Cristo já estava com o Pai antes mesmo da fundação do mundo. O que dificulta o entendimento de muitos é a afirmativa do Senhor Jesus ao Pai, quando Ele disse: 

Eu e o Pai somos um (João 10.30).  É importante observar, que com essa declaração Ele não quis dizer absolutamente, que são a mesma pessoa, no que vem o entendimento no próprio livro de João, primeiramente no Capítulo 17.11 onde Jesus, em sua oração, intercedia ao Pai pelos seus apóstolos dizendo: Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.

Legitimado em João 17.20- 23, onde Cristo declarou: Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua Palavra; a fim de que todos sejam um; como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.

A Palavra fortalece o entendimento da razão pela qual Cristo disse  Eu e o Pai somos um:  São um, em uma só santidade, uma só glória, perfeitos em unidade. 

Jesus Cristo é a plenitude de Deus a quem pertence à glória e o poder. Para tanto Ele rogou ao Pai por aqueles que haviam de deixar aqui para dar continuidade pregação do Evangelho, dizendo: Pai, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.  Leiam João 17.18-26.

Deus é o Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e disso não se tenha a menor dúvida, como consta a Palavra em inúmeras passagens do Novo Testamento.

Na Palavra vislumbramos o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, manifestados em época e forma diferente, conforme o tempo e a vontade Pai.

Considere que no Antigo testamento, apreciamos a atuação somente de Deus como Criador, o qual falava aos nossos pais pelos profetas (Hebreus 1.1), porem com a promessa da vinda do Messias (o Filho) para a salvação do homem, o qual encontrava-se morto na maldição do pecado.

O Novo Testamento manifestou o nascimento de Cristo e o seu Reino estabelecido entre nós, o qual sempre reverenciou a Deus como Pai e Supremo Dominador, porem, prometia o envio do Espírito Santo para não nos deixar órfão, e quando subiu ao céu, a promessa foi exercida (Atos 2) para nos consolar, até que Ele volte para arrebatar a sua igreja

Portanto o Pai e o Filho não são a mesma, ou um único Espírito, e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus. Mas cada um conforme o tempo determinado por Deus, tanto que o próprio Senhor Jesus fora ungido pelo Espírito Santo de Deus (Atos 10.38) para cumprir a obra que fora designado. Então se o Pai ungiu o seu Filho com o seu Espírito Santo para fazer a sua obra, como poderão ser a mesma pessoa?

Outra sustentação que são seres espirituais individuais, porem sob o domínio do Senhor Deus, vem no Batismo de Jesus Cristo (Mateus 3.16, 17), onde foi manifestado o aspecto configurado da Santidade, ambos, individualmente. 

Manifestou-se Jesus Cristo na forma de homem sendo batizado por João Batista, e ao sair da água, eis que os céus se abriram, e o Espírito Santo de Deus descendo como pomba e vindo sobre Ele, e uma voz dos céus  dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo

Naquele momento Cristo fora ungido pelo Espírito Santo para exercer a maior obra já realizada na história da humanidade, porque Deus era com Ele.

Vamos comentar também sobre o Espírito Santo de Deus, o assunto é meticuloso, por isso, precisamos do devido cuidado para não incorrermos no pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, porque é pecado imperdoável.

E para compilar esta explanação recortamos alguns trechos do Estudo Bíblico o pecado imperdoável, o qual, descreve sobre o Espírito Santo de Deus, a sua obra, e como  Ele opera em nós, quando nos propomos em servir a Deus e a guardar os seus mandamentos.

QUEM É O ESPÍRITO SANTO E QUAL A SUA OBRA?

O Espírito Santo é o nosso consolador (João 14.26), sem Ele seríamos vazios e não receberíamos a  graça do Senhor Jesus. 

É Ele quem nos dá o discernimento e nos convence do pecado (João 16.8); Ele derrama o amor de Deus em nossos corações (Romanos 5.5); e produz o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7); Ele nos fortalece para andarmos no caminho da verdade (João 16.13). O Espírito Santo nos fortalece nas nossas fraquezas, porque não sabemos como havemos de pedir, mas Ele intercede por nós junto ao Pai, até com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26). 

O Espírito Santo de Deus realiza um trabalho íntimo na alma humana, e todo desejo de santificação é nutrido por Ele. Cada impulso para o bem e para a verdade é implantado por Ele. Seu trabalho é indispensável à convicção, ao arrependimento e conversão para a salvação da vida eterna.

O  PECADO IMPERDOÁVEL

No Evangelho de Mateus 12.31, 32 disse Jesus: Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.

Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.

Marcos 3.29, Jesus advertiu, dizendo: Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.

O Senhor Jesus declara que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E o que é blasfêmia contra o Espírito Santo?

O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Jesus, mediante o Espírito Santo, bate à porta do coração e pede entrada (Apocalipse 3.20).  Alguém não abre a porta, deixa-O esperando do lado de fora, com isso estará entristecendo o Espírito Santo do Senhor (Efésios 4.30).

Talvez com medo de que Ele entre, esse alguém resiste, pois não deseja ter a sua companhia (Atos 7.51). A consciência e o coração se tornam endurecidos (Hebreus 3.15).  

Procura afastá-lo, e acaba extinguindo o Espírito Santo (I Tessalonicenses 5.19). Finalmente o Espírito Santo o abandona.

Que triste e terrível fim. Ele bateu em sua porta e você não abriu, deixou-O esperando do lado de fora, resistiu-O, entristeceu-O, endureceu a sua consciência e o seu coração, procurou extingui-lo. 

Está consumado o pecado imperdoável contra o Espírito Santo, a persistente rejeição contra os apelos do Espírito, e a desobediência se consumou. Portanto como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 3.7, 8).

Muitos indagam a si mesmo, será que já blasfemei contra o Espírito Santo do Senhor? Mas é importante evidenciar, em que condições o Senhor Jesus declara a blasfêmia como pecado imperdoável?

Justamente por ocasião da acusação dos escribas e fariseus, os quais imputavam a Ele a expulsão dos espíritos malignos pelo poder de belzebu, príncipe das potestades do mal.

Os escribas e fariseus não criam em Jesus Cristo como o Messias vindo de Deus para salvar o homem do pecado, negavam as virtudes do Espírito Santo de Deus, pelo qual Jesus foi por Deus ungido, e fazia muitas curas, milagres e maravilhas (Atos 10.38).

A Palavra afirma que a desobediência e a constante rejeição contra os apelos do Espírito Santo também se constituem em pecado imperdoável.
Portanto amados, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, porque amanhã poderá estar fora do tempo aceitável do Senhor.


Fonte: http://cristoeaverdade.net/cristo/index.php/antibiblicas/133-trindade
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Profecias sobre um Novo Reino

Deus é um governador. Ele domina porque é Deus. Através dos tempos, Deus tem exercido sua autoridade sobre a humanidade e toda a criação. Começando em Gênesis 1:1, Deus estabeleceu-se como aquele que tem o poder supremo sobre o universo inteiro, criando todas as coisas com o poder de sua Palavra (João 1:1-3).

Nos dias do Velho Testamento, Deus tinha um reino entre os homens. Ele tinha escolhido a nação judaica que veio de Abraão (Gênesis 17:6) para ser sua nação santa e um reino sacerdotal (Êxodo 19:5-6). Mas no final os judeus acabaram rejeitando um rei que não podiam ver, que não os conduzia fisicamente na batalha, que não os representava entre outras nações com pompa e cerimônia; eles exigiam um rei diferente para dominar sobre eles (1 Samuel 8:6-9). Deus concedeu-lhes um rei humano, um sistema que se mostrou tão difícil como Deus tinha profetizado que seria. Deus estava desenvolvendo seu plano para um reino que jamais cairia e jamais o rejeitaria como rei.

Em Gênesis 17:6, a Abraão foi dito que muitas nações e reis descenderiam dele. O reino de maior destaque a sair de Abraão foi a nação israelita; muitos grandes reis governaram essa nação, tais como Davi, Salomão, Ezequias e Josias. Mas o melhor rei que já chegou a reinar sobre Israel foi Cristo, também descendente de Abraão (Mateus 1:1-17). Através do Rei constituído por Deus, o Ungido, o Cristo, todas as nações da terra são abençoadas (Gênesis 12:3). Jacó profetizou que o cetro (autoridade) jamais se apartaria de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que viesse Siló (Gênesis 49:10). Muitos homens que governaram como reis indicados por Deus vieram e foram através da linhagem de Abraão, Isaque e Jacó; mas é Cristo quem por último ocupou o trono de Deus e ainda permanece a dominar nesse trono hoje, porque ele vive para sempre (Salmo 45:6).

O salmo 45 diz respeito a um grande rei sobre o povo de Deus. Mas esta passagem se refere a mais do que um mero homem. O versículo 6 exalta Deus como rei “para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino”. O versículo 7 aponta para Deus que é ungido por Deus acima de todos os outros. Esse salmo profetizou um novo reino que ainda estava por vir.

O profeta Natã previu um novo reino a vir depois do reinado de Davi. A maioria da profecia diz respeito ao sucessor imediato de Davi, Salomão, mas diversos versículos afirmam coisas que não correspondiam a ele. Salomão não viveu para sempre (2 Samuel 7:13). O reinado de Salomão foi dividido e também levado em cativeiro depois dos seus dias (2 Samuel 7:16). Ainda que a linhagem continuasse até o tempo de Cristo, ninguém realmente assumiu o trono sobre o povo de Deus durante mais de 400 anos entre os dois testamentos. Essa passagem aponta para outro reino que ainda estava por vir.

Deus revelou através do profeta Daniel alguma noção do tempo quando Deus começaria seu domínio através de Cristo. Em Daniel 2:31-45, Daniel explicou o sonho de Nabucodonosor, com respeito a uma imagem com quatro partes diferentes em seu corpo. Cada parte predizia um império mundial que estava por vir, começando com o império corrente dos babilônios, a cabeça de ouro. O peito e os braços, de prata, eram o império medo-persa que derrotaria os babilônios em breve. O ventre e os quadris, de bronze, representavam o império grego. Depois, o reino simbolizado pelas pernas de ferro, e os pés, em parte de ferro, em parte de argila, era o império romano. “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que...subsistirá para sempre” (Daniel 2:44). Esse é o reino de Deus que estava por vir.
Os judeus nunca estiveram errados em crer num grande reino vindouro. Deus deixou muito claro que ele tinha um plano para estabelecer o domínio de seu Filho, Jesus o Cristo, sobre um reino eterno que o honraria sempre e o serviria de boa vontade e alegremente. Os cidadãos desse reino se regozijariam porque seu rei governaria com justiça (Isaías 32:1). Até mesmo seu nome seria Paz, Maravilhoso, Poder e Eternidade (Isaías 9:6-7). O Rei provindo de Deus reinaria com julgamento e justiça; os súditos teriam segurança e salvação através dele (Jeremias 23:5-6).
Sob a mão opressora do Império Romano, os judeus ansiavam por esse reino. Eles erradamente interpretaram essas profecias como significando um reino físico que derrubaria a carga romana; mas, em seus reinos terrestres, Deus estava prenunciando um reino espiritual que não era deste mundo; um reino que veio em Cristo (João 18:36-37).

Outras matérias da fonte:
Servos especiais
Purificação do Templo

Você é um Verdadeiro Discípulo de Jesus?

O batismo é obra de justiça?

Catolicismo e Cristianismo

Esperando o Reino Messiânico

O Altíssimo Tem Domínio

O Reino dos Céus

Daniel - O Profeta do Reino

Deus Respondeu a Nabucodonosor

A Plenitude do Tempo

Profecias sobre um Novo Reino

A Decisão de Daniel

Respostas a algumas perguntas comuns sobre o livro de Apocalipse

O Reino do Velho Testamento

Expandindo o reino de justiça de Deus

O Reino dos Céus na Terra

Senaqueribe e Satanás

Relacionando as Profecias de Daniel 7 e Apocalipse 17 com a História do Império Romano
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O Arrebatamento descrito na Bíblia

Arrebatamento

Será você arrebatado para o céu?

MUITOS acreditam que irão para o céu quando morrerem. Mas outros acham que serão levados para o céu no que chamam de arrebatamento. É esta também a sua expectativa?

O arrebatamento é “o repentino desaparecimento de muitos milhões de pessoas sem deixarem sequer um indício para onde foram”! Assim disse um evangelista protestante. Segundo o Dicionário Evangélico de Teologia (em inglês), o termo “arrebatamento” refere-se a “ser a igreja unida com Cristo na sua segunda vinda”.

Alguns acham desconcertante pensar em abandonar seus amigos e os membros de sua família, a fim de se encontrar com Jesus Cristo. No entanto, muitos acreditam que o arrebatamento tem de ocorrer. Ocorrerá mesmo? Em caso afirmativo, quando?

Diversos conceitos sobre o arrebatamento

A Bíblia mostra que, antes do início do prometido Reinado Milenar de Cristo, haverá um período chamado de “grande tribulação”. Jesus disse: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” (Mateus 24:21; Revelação [Apocalipse] 20:6) Alguns situam o arrebatamento no período que precede à grande tribulação. Outros o esperam durante esse tempo. Ainda outros acham que o arrebatamento ocorrerá depois dessa aflição sem paralelo.

O conceito de o arrebatamento ocorrer depois da tribulação prevalecia até o início do século 19. Daí, na Inglaterra, surgiu um movimento encabeçado por um ex-clérigo da Igreja da Irlanda, John Nelson Darby. Ele e outros anglicanos que pensavam da mesma maneira ficaram conhecidos como os Irmãos. De sua base em Plymouth, Darby viajava para pregar na Suíça e em outras partes da Europa. Ele afirmava que a volta de Jesus ocorreria em duas etapas. Começaria com um arrebatamento secreto, em que os “santos” seriam arrebatados antes de um período de sete anos de tribulação devastar a Terra. Daí, Cristo apareceria visivelmente, acompanhado por esses “santos”, e juntos governariam a Terra por mil anos.

Darby enfatizava a necessidade de se estar separado do mundo, e os que compartilhavam seu conceito por fim tornaram-se conhecidos como Irmãos Exclusivos. B. W. Newton encabeçava uma facção diferente, que cria no arrebatamento, mas não que ocorresse antes da tribulação. Alexandre Reese, que advogava o arrebatamento após a tribulação, sustentava que “as teorias do Arrebatamento Secreto são uma ameaça à esperança da Vinda de Cristo”.

Os que acreditam que ocorra antes da tribulação crêem que esta diferença de conceito é séria o bastante para afetar “a natureza da [sua] esperança com relação à vinda de Cristo”. Outros depositam confiança numa “teoria de arrebatamento parcial”, acreditando que os mais leais a Cristo serão arrebatados primeiro e que os mais mundanos serão levados mais tarde.

Muitos grupos evangélicos proclamam um arrebatamento iminente de cristãos fiéis. No entanto, confrontados com opiniões diferentes, um folheto publicado pela Igreja Pentecostal Elim, da Grã-Bretanha, diz: “Embora acreditemos num esquema geral dos eventos relacionados com a volta do Senhor Jesus . . ., concede-se liberdade para interpretar a profecia segundo a convicção da pessoa. 

Muitos adotam uma posição não-dogmática, esperando pacientemente que os próprios eventos revelem o programa profético.”

A Palavra inspirada de Deus, a Bíblia, é o padrão pelo qual temos de medir a veracidade de todas as crenças. (2 Timóteo 1:13; 3:16, 17) Portanto, o que diz ela sobre o arrebatamento?



Definição: A crença de que os fiéis cristãos serão arrebatados da terra em corpo, sendo subitamente tirados do mundo, para se encontrarem com o Senhor “no ar”.

Quando o apóstolo Paulo disse que os cristãos seriam “arrebatados”, encontrando-se com o Senhor, qual era o assunto em pauta?

1 Tes. 4:13-18, IBB: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem [“dos que dormem na morte”, NE; “dos mortos”, BV, MC], para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 

Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (Evidentemente, alguns membros da congregação cristã em Tessalônica haviam morrido. Paulo incentivou os sobreviventes a consolarem-se uns aos outros com a esperança da ressurreição. Ele lhes lembrou que Jesus fora ressuscitado depois de morrer; portanto, também, na vinda do Senhor, aqueles fiéis cristãos entre eles que haviam morrido seriam ressuscitados para estarem com Cristo.)

Quem são os que serão ‘arrebatados nas nuvens’, conforme declarado em 1 Tessalonicenses 4:17?

O versículo 15  explica que são os fiéis que ‘ficarem vivos para a vinda do Senhor’, isto é, eles ainda estão vivos no tempo da vinda de Cristo. Será que morrerão algum dia? Segundo Romanos 6:3-5 e 1 Coríntios 15:35, 36, 44 (citados na página 51), eles precisam morrer antes de poderem ganhar a vida celestial. Mas, não precisam permanecer no estado de morte, na espera da volta de Cristo. Serão instantaneamente “arrebatados”, “num abrir e fechar de olhos”, para estarem com o Senhor. — 1 Cor. 15:51, 52, IBB; também Revelação 14:13.

Aparecerá Cristo visivelmente numa nuvem, levando então os fiéis cristãos para os céus enquanto o mundo observa?

Disse Jesus se o mundo o veria de novo com olhos físicos?

João 14:19, IBB: “Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós [seus fiéis discípulos] me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis.” (Grifo acrescentado.) (Compare com 1 Timóteo 6:16.)

Qual é o significado de o Senhor “descerá do céu”?

Pode o Senhor ‘descer do céu’, conforme se diz em 1 Tessalonicenses 4:16, sem ser visível aos olhos físicos? Nos dias da antiga Sodoma e Gomorra, Jeová disse que ‘desceria e veria’ o que as pessoas faziam. (Gên. 18:21, IBB) Mas, quando Jeová fez aquela inspeção, nenhum humano o viu, embora os representantes angélicos que ele enviou fossem vistos. (João 1:18) De modo similar, Jesus, sem ter que voltar em carne, pode dirigir a sua atenção a seus fiéis seguidores na terra para recompensá-los.

Em que sentido, então, “verão” os humanos o Senhor “vir em uma nuvem”?

Jesus predisse: “Então verão vir o Filho do homem [Jesus Cristo] em uma nuvem, com poder e grande glória.” (Luc. 21:27, IBB) De forma alguma contradiz esta declaração, ou outras similares a esta em outras passagens, o que Jesus disse, segundo registrado em João 14:19. Considere: O que sucedeu no monte Sinai, quando Deus ‘veio ao povo em uma nuvem espessa’, conforme se diz em Êxodo 19:9? (IBB) Deus estava invisivelmente presente; o povo de Israel viu a evidência visível de sua presença, mas nenhum deles viu realmente a Deus com os próprios olhos. Portanto, também, quando Jesus disse que ele viria “em uma nuvem”, só podia significar que seria invisível aos olhos humanos, mas que pessoas na terra ficariam apercebidas de sua presença. Tais o ‘veriam’ com seus olhos mentais, discernindo o fato de que ele estava presente. (Para comentários adicionais, veja o tópico geral “Volta de Cristo”.)

É possível os cristãos serem levados para o céu com seus corpos físicos?

1 Cor. 15:50, IBB: “Digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.”

Será que a experiência do profeta Elias contradiz isso? De forma alguma. É preciso entender à luz do que Jesus expressou claramente séculos mais tarde: “Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.” (João 3:13, IBB) Embora Elias fosse visto quando “subiu ao céu num redemoinho”, isto não significa que ele foi para o domínio espiritual. Por que não? Porque se relata mais tarde a respeito dele que enviou uma carta de repreensão ao rei de Judá. (2 Reis 2:11, IBB; 2 Crô. 21:1, 12-15) Antes que os humanos inventassem aviões, Jeová usou ali seus próprios meios (um carro de fogo e um redemoinho) para elevar Elias do solo para o céu, onde os pássaros voam, a fim de transportá-lo para outro lugar. — Compare com Gênesis 1:6-8, 20.

Serão os fiéis cristãos talvez levados para o céu em secreto, por simplesmente desaparecerem da terra sem morrer?

Rom. 6:3-5, IBB: “Porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? . . . Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição.” (O que sucedeu no caso de Jesus estabelece a norma. Seus discípulos, assim como outros, sabiam que ele morrera. Ele não foi restabelecido à vida celestial senão depois de morrer e ressuscitar.)

1 Cor. 15:35, 36, 44, IBB: “Alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e com que qualidade de corpo vêm? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual.” (Portanto, a morte vem antes de alguém receber esse corpo espiritual, não é assim?)

Serão todos os fiéis cristãos levados milagrosamente da terra pelo Senhor antes da grande tribulação?

Mat. 24:21, 22: “Pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” (Não se diz aqui que “os escolhidos” serão todos levados para o céu antes da grande tribulação, será que se diz? Antes, apresenta-se-lhes a perspectiva, junto com seus associados na carne, de sobreviverem na terra a essa grande tribulação.)

Rev. 7:9, 10, 14, IBB: “Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. . . . 

Estes são os que vêm da grande tribulação.” (Para alguém ‘vir’ de algo precisa ter entrado ou estado nele. Portanto, esta grande multidão tem de ser pessoas que passam realmente pela grande tribulação e saem dela quais sobreviventes.) (Quanto a estarem na terra, veja as páginas 85, 86.)

Que proteção haverá para os verdadeiros cristãos durante a grande tribulação?
Rom. 10:13, IBB: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor [“Jeová”, NM] será salvo.”

Sof. 2:3, IBB: “Buscai ao Senhor [“Jeová”, NM, VB], vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor.” (Também Isaías 26:20.)

Serão levados todos os verdadeiros cristãos para o céu depois da grande tribulação?

Mat. 5:5, IBB: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.”
Sal. 37:29, IBB: “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.” (Também os versículos 10, 11, 34 .)

1 Cor. 15:50, IBB: “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus.”
Veja também o tópico geral “Céu”.

Por que são alguns cristãos levados para o céu para estarem com Cristo?
Rev. 20:6, IBB: “Serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.” (Visto que hão de reinar com Cristo, tem de haver pessoas sobre as quais reinarão. Quem são essas? Veja Mateus 5:5 e Salmo 37:29.)

Será que os que vão para o céu irão retornar à terra para viver para sempre no Paraíso aqui?

Pro. 2:21, IBB: “Os retos habitarão a terra [“morarão na terra”, NE], e os íntegros permanecerão nela.” (Note que o texto não diz que tais pessoas íntegras retornarão à terra, mas que permanecerão nela.)

1 Tes. 4:17, IBB: “E assim estaremos [os cristãos arrebatados para o céu] para sempre com o Senhor.”

Fonte: Estudo e pesquisa Bíblica

Arranjo: Jhero
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Bíblia suas versões é traduções


Traduções da Bíblia, feitas do hebraico, do aramaico e do grego em outras línguas. A tradução tornou a Palavra de Deus disponível a bilhões de pessoas que não entendem as línguas bíblicas originais. As primeiras versões das Escrituras eram escritas a mão, e, por conseguinte, tinham a forma de manuscritos. Não obstante, desde o advento da imprensa, surgiram muitas versões ou traduções adicionais, e estas, em geral, têm sido editadas em grandes quantidades. Algumas versões foram preparadas diretamente de textos hebraicos e gregos da Bíblia, ao passo que outras se baseiam em traduções anteriores.

As Escrituras já são publicadas, inteiras ou em partes, em mais de 1.800 idiomas. Do ponto de vista do âmbito lingüístico, isto significa que cerca de 97 por cento da população da terra pode ter acesso pelo menos a alguma parte da Bíblia. Um relato sobre as versões ou traduções das Escrituras suscitará gratidão a Jeová Deus pela forma maravilhosa em que preservou sua Palavra, em benefício dos milhões do gênero humano.

Versões Antigas das Escrituras Hebraicas. Atualmente ainda existem possivelmente 6.000 manuscritos antigos de todas ou de partes das Escrituras Hebraicas, escritos em hebraico (com exceção de uns poucos trechos em aramaico). Sabe-se que ainda existem também muitos manuscritos de versões ou traduções antigas das Escrituras Hebraicas, em vários idiomas. Algumas versões eram, elas próprias, traduções de versões anteriores do hebraico. Por exemplo, a parte das Escrituras Hebraicas da versão em Latim Antigo foi traduzida da Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras Hebraicas. Por outro lado, algumas versões antigas das Escrituras Hebraicas (a Septuaginta grega, os Targuns aramaicos, a Pesito siríaca e a Vulgata latina) foram feitas diretamente do hebraico, e não por intermédio duma versão em grego ou em algum outro idioma.

O “Pentateuco” Samaritano. Depois de a maior parte dos habitantes de Samaria e do reino de dez tribos de Israel ter sido deportada pela Assíria, em 740 AEC, pagãos de outros territórios do Império Assírio foram ali estabelecidos pela Assíria. (2Rs 17:22-33) Com o tempo, os descendentes dos deixados em Samaria e dos trazidos pela Assíria vieram a ser chamados de samaritanos. Estes aceitavam os cinco primeiros livros das Escrituras Hebraicas, e, por volta do quarto século AEC, produziram o Pentateuco samaritano, que não é realmente uma tradução do Pentateuco original hebraico, mas uma transliteração ou transposição do seu texto para caracteres samaritanos, misturados com expressões idiomáticas samaritanas. Poucos dos manuscritos ainda existentes do Pentateuco samaritano datam de antes do século 13 EC. Dentre cerca de 6.000 diferenças entre os textos samaritano e hebraico, a grande maioria não têm importância. Uma variação de interesse ocorre em Êxodo 12:40, onde o Pentateuco samaritano corresponde à Septuaginta.

Os Targuns. Os “Targuns” eram traduções livres ou paráfrases das Escrituras Hebraicas para o aramaico. É provável que tenham assumido sua atual forma final não antes de cerca do quinto século EC. Um dos principais Targuns, o “Targum de Onkelos”, sobre o Pentateuco, é bastante literal. Outro, o chamado Targum de Jonatã, ou Targum de Jerusalém, sobre os Profetas, é menos literal. Ainda existem hoje Targuns sobre o Pentateuco, sobre os Profetas, e, de uma data posterior, sobre os Hagiógrafos.

A “Septuaginta” grega. 

A Septuaginta grega (ou Versão dos Setenta; freqüentemente designada LXX) era usada pelos judeus e pelos cristãos de língua grega no Egito e em outros lugares. Segundo se informa, começou-se a trabalhar nela no Egito, nos dias de Ptolomeu Filadelfo (285-246 AEC), quando, segundo a tradição, 72 peritos judeus traduziram para o grego o seu Pentateuco. Mais tarde, o número 70 veio de algum modo a ser empregado, e a versão do Pentateuco era mencionada como a Septuaginta, que significa “Setenta”. Os demais livros das Escrituras Hebraicas (vertidos por vários tradutores cujos estilos variavam do bastante literal até uma tradução relativamente livre) foram gradualmente acrescentados até que a tradução de todas as Escrituras Hebraicas foi finalmente concluída durante o segundo século AEC, e, talvez, por volta de 150 AEC. Depois disso, a obra inteira veio a ser conhecida como Septuaginta. Esta versão é freqüentemente citada pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs. Os escritos apócrifos foram evidentemente inseridos na Septuaginta grega algum tempo depois de ela ter sido inicialmente concluída. 

Um dos manuscritos mais antigos ainda existentes da Septuaginta é o Papiro 957, o Papiro Rylands iii. 458, preservado na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Inglaterra. Data do segundo século AEC, e consiste em fragmentos de Deuteronômio (23:24–24:3; 25:1-3; 26:12, 17-19; 28:31-33). Outro manuscrito do primeiro século AEC é o Papiro Fouad 266 (possuído pela Société Egyptienne de Papyrologie, do Cairo), contendo partes da última metade de Deuteronômio, segundo a Septuaginta grega. Em vários lugares dele encontra-se o Tetragrama (JHVH ou IHVH, em português) do nome divino numa forma de caracteres do hebraico antigo no meio da escrita grega. 

A Septuaginta grega foi assim preservada em numerosos manuscritos, muitos sendo fragmentários, outros razoavelmente completos. É notável que os textos da Septuaginta se achem preservados nos três famosos manuscritos unciais escritos em velino: o Manuscrito Vaticano N.° 1209 e o Manuscrito Sinaítico, ambos do quarto século EC, e o Manuscrito Alexandrino, do quinto século EC. A Septuaginta, conforme se encontra no Manuscrito Vaticano N.° 1209 é quase completa; parte das Escrituras Hebraicas outrora incluída no Manuscrito Sinaítico foi perdida; e o que consta no Manuscrito Alexandrino é bastante completo, embora faltem partes de Gênesis, de Primeiro Samuel e dos Salmos.

Versões gregas posteriores. No segundo século, Áquila, prosélito judeu do Ponto, fez uma nova e bastante literal tradução das Escrituras Hebraicas para o grego. Excetuando-se alguns fragmentos e citações dela por parte dos escritores primitivos, ela se acha extinta. Outra tradução para o grego, do mesmo século, foi produzida por Teodocião. A versão dele, pelo visto, era uma revisão da Septuaginta, ou de outra versão grega das Escrituras Hebraicas, embora levasse em conta o próprio texto hebraico. Não existe mais nenhum exemplar completo da versão de Teodocião. Outra versão grega das Escrituras Hebraicas da qual não existe mais nenhum exemplar completo é a de Símaco. Sua versão, provavelmente feita em fins do segundo século EC, empenhava-se em transmitir o sentido correto, em vez de ser literal.

Por volta de 245 EC, Orígenes, o famoso perito de Alexandria, Egito, terminou uma gigantesca versão múltipla das Escrituras Hebraicas, chamada de Hexapla (que significa “sêxtupla”). Embora ainda existam fragmentos dela, nenhum manuscrito completo dela sobreviveu. Orígenes organizou o texto em seis colunas paralelas que continham (1) o texto hebraico consonantal, (2) uma transliteração do texto hebraico para o grego, (3) a versão grega de Áquila, (4) a versão grega de Símaco, (5) a Septuaginta, revisada por Orígenes, a fim de corresponder mais de perto ao texto hebraico, e (6) a versão grega de Teodocião. Nos Salmos, Orígenes empregou versões anônimas, que ele denominou de Quinta, Sexta e Sétima. A Quinta e a Sexta também foram usadas em outros livros.

Escrituras Gregas Cristãs. Traduções das Escrituras Gregas Cristãs para o siríaco (dialeto aramaico) foram produzidas a partir do segundo século. Uma versão siríaca de especial destaque é o Diatessarão, de Taciano, uma harmonização dos Evangelhos que data do segundo século EC. É possível que tenha sido escrita originalmente em Roma, em grego, e mais tarde traduzida para o siríaco, na Síria, pelo próprio Taciano, mas isto é incerto. O Diatessarão ainda existe atualmente numa tradução em árabe, além de num pequeno fragmento de velino do terceiro século, em grego, e numa tradução armênia de um comentário do quarto século sobre ela, que contém extensas citações de seu texto.

Hoje só existem manuscritos incompletos de uma versão em siríaco antigo dos Evangelhos (uma tradução diferente do Diatessaron), os Evangelhos siríacos curetoniano e sinaítico. Embora esses manuscritos talvez fossem copiados no quinto século, provavelmente representam um texto siríaco mais antigo. A versão original pode ter sido feita do grego por volta de 200 EC. É bem provável que outrora existissem versões em siríaco antigo de outros livros das Escrituras Gregas Cristãs, mas não mais existem manuscritos delas. Todos os livros das Escrituras Gregas Cristãs, exceto Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação (Apocalipse) foram incluídos na versão Pesito, siríaca, do quinto século. Por volta de 508 EC, Filoxeno, bispo de Hierápolis, mandou que Policarpo fizesse uma revisão das Escrituras Cristãs da Pesito, e esta foi a primeira vez que Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação foram acrescentados a uma versão em siríaco.
Já em fins do segundo século EC, as Escrituras Gregas Cristãs haviam sido traduzidas para o latim. Estavam também disponíveis em egípcio por volta de meados do terceiro século.

Versões Antigas da Bíblia Inteira. A versão Pesito dos povos de língua siríaca que professavam o cristianismo, estava em uso geral a partir do quinto século EC. O nome “Pesito” significa “simples”. A parte das Escrituras Hebraicas era basicamente uma tradução do hebraico, feita provavelmente no decorrer do segundo ou terceiro século EC, embora uma revisão posterior envolvesse uma comparação com a Septuaginta. Ainda existem numerosos manuscritos da Pesito, o mais valioso deles sendo um códice do sexto ou sétimo século, preservado na Biblioteca Ambrosiana em Milão, Itália. Um manuscrito do Pentateuco (que omite Levítico), da Pesito, possui uma data que corresponde a cerca de 464 EC, o que o torna o mais antigo manuscrito bíblico datado em qualquer idioma.

Versões em latim antigo. Estas provavelmente apareceram a partir da parte final do segundo século EC. A Bíblia inteira em latim já parece ter sido usada em Cartago, África do Norte, pelo menos por volta de 250 EC. As Escrituras Hebraicas foram traduzidas da Septuaginta grega (ainda não revista por Orígenes) para o latim antigo, mas as Escrituras Cristãs foram traduzidas do grego, não duma outra tradução. É possível que tenham sido feitas várias traduções, ou que, pelo menos, diversos tradutores tenham trabalhado com a versão do latim antigo. Os peritos usualmente mencionam dois tipos básicos de texto em latim antigo: o africano e o europeu. Existem mais de 50 manuscritos (ou fragmentos) do Novo Testamento em latim antigo.

A “Vulgata” latina. A Vulgata latina é uma versão da Bíblia inteira feita pelo mais destacado perito bíblico daqueles tempos, Eusebius Hieronymus, também conhecido como Jerônimo. Ele empreendeu inicialmente uma revisão da versão em latim antigo das Escrituras Cristãs, comparando-a com o texto grego; começou com os Evangelhos, que foram publicados em 383 EC. Entre cerca de 384 e 390 EC, ele fez duas revisões dos Salmos no latim antigo, comparando-os com a Septuaginta grega; a primeira foi chamada de Saltério Romano, e a segunda de Saltério Gálico, devido à sua adoção primeiramente em Roma e na Gália. Jerônimo também traduziu os Salmos diretamente do hebraico, obra chamada de Saltério Hebraico. Não se tem certeza de exatamente quando ele concluiu sua revisão das Escrituras Cristãs em latim antigo. Ele começou a revisar a parte das Escrituras Hebraicas, mas, pelo que parece, jamais concluiu essa revisão, preferindo traduzir diretamente do hebraico (embora também consultasse as versões gregas). Jerônimo trabalhou em sua tradução do hebraico para o latim desde cerca de 390 até 405 EC.

A versão de Jerônimo foi originalmente recebida com hostilidade generalizada e só aos poucos granjeou a aprovação geral. Vindo a gozar de posterior aceitação geral na Europa ocidental, passou a ser chamada de Vulgata, nome que indica uma versão comumente recebida (o termo latino vulgatus significa “comum, aquilo que é popular”). A tradução original de Jerônimo sofreu revisões, a Igreja Católica Romana fazendo da edição de 1592 a sua edição padrão. Ainda existem hoje milhares de manuscritos da Vulgata.

Outras traduções antigas. À medida que o cristianismo se espalhou, outras versões foram necessárias. Pelo menos por volta do terceiro século EC já se tinha feito a primeira tradução das Escrituras Gregas Cristãs para os nativos cópticos do Egito. No Egito usavam-se diversos dialetos cópticos, e, com o tempo, produziram-se várias versões cópticas. As mais importantes são a versão Tebaica ou Saídica do Alto Egito (no S) e a versão Boaírica do Baixo Egito (no N). Essas versões, que contêm tanto as Escrituras Hebraicas como as Escrituras Gregas Cristãs, foram provavelmente produzidas no terceiro e no quarto século EC.

A versão Gótica foi produzida para os godos no decorrer do quarto século EC, enquanto ainda estavam estabelecidos na Mésia (Sérvia e Bulgária). Nela se omitem os livros de Samuel e de Reis, alegadamente removidos porque o bispo Úlfilas, que fez a tradução, julgou que seria perigoso incluir, para o uso dos godos, estes livros que consideram a guerra e que contêm informações contra a idolatria.

A versão Armênia da Bíblia data do quinto século EC e foi provavelmente preparada à base de textos tanto gregos como siríacos. A versão Georgiana, feita para os georgianos do Cáucaso, foi concluída perto do fim do sexto século EC, e, embora revele influência grega, possui uma base armênia e siríaca. A versão Etíope, usada pelos abissínios, talvez tenha sido produzida por volta do quarto ou do quinto século EC. Há diversas versões árabes antigas das Escrituras. Traduções de partes da Bíblia em árabe talvez remontem ao sétimo século EC, mas o registro mais antigo é o de uma versão feita na Espanha, em 724 EC. A versão Eslavônia foi feita no nono século EC, e tem sido atribuída a dois irmãos, Cirilo e Metódio.

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A Vida do Rei Salomão

REI SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁO presente escrito tem o objetivo de contar a história da vida de Salomão, um pouco sobre suas obras como Rei de Israel, sua notória sabedoria, suas virtudes e também seus defeitos. Também, tentar traçar alguns paralelos entre sua história e a importância dela para nossa vida nos dias de hoje.

A história de Salomão é narrada na Bíblia a partir de 1Reis 1.1, onde vemos que seu pai Davi já era velho e a procura de um substituto para o trono se tornava urgente; e termina em 1Reis 11-43, onde lemos sobre sua morte e que Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.

Atribui-se a Jeremias a autoria dos livros de 1 e 2 Reis, onde lemos a história de Salomão e dos demais reinos de Israel até o desaparecimento do Reino do Norte e a destruição de Jerusalém e o exílio babilônico.

Também vemos a História de Salomão em 1 Crônicas, iniciando no capítulo
22, a partir do Versículo 6, onde Davi lhe ordenou que edificasse uma casa ao Senhor, Deus de Israel; e vai até 2Cr 9.31. A autoria dos livros de 1 e 2 Crônicas é difícil de se precisar, apesar de alguns autores a atribuírem a Esdras.

Quem foi Salomão?

Salomão foi o décimo filho de Davi, e o segundo que teve de Bate-Seba. Nasceu em Jerusalém e seu nascimento já tinha sido anunciado nas palavras do profeta Natã a Davi, conforme lemos em 1Cr 22.8-9:

"...Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derramado na terra, na minha presença. Eis que te nascerá um filho, que será homem sereno, porque lhe darei descanso de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome; paz e tranqüilidade darei a Israel nos seus dias".

E ainda em 2Sm 7.12, lemos a mesma profecia que também tipifica Cristo, pois do vers.8 ao 17 vemos que o reino que Deus promete será eterno e estabelecido por um descendente de Davi, ou seja o reino celeste estabelecido por Jesus.

O profeta Natã o chamou de Jedidias, que quer dizer "amado do senhor" (2Sm 5.14; 12.24-25) Foi o terceiro governante do reino unido de Israel e parece ter seguido um costume de tomar um nome real, Salomão, "pacífico". Seu reinado tornou este título não apenas apropriado, mas popular. Seus antecessores foram Saul e seu pai Davi.

Casou-se com uma filha de Faraó do Egito, trazendo-a para Jerusalém
(1Rs 3.1), mas além dela tinha setecentas mulheres, princesas e mais trezentas
concubinas. Tanto a filha do Faraó quanto todas essas mulheres, a maioria estrangeiras, perverteram o coração de Salomão.

A Transição do Reinado de Davi e a Ascensão ao Trono por Salomão

A transição do Reinado de Davi teve algumas importantes desavenças entre os filhos de Davi para ver quem seria seu sucessor no trono. Por razões não expressas, Deus escolhe Salomão para ocupar tal posto, mas Adonias e Absalão tentam tomar ilicitamente o lugar do pai.

Segundo Giuseppe Crocetti, podemos perceber um capítulo especial na seção chamada "história da sucessão ao trono de Davi". Ela se inicia em 2Sm 9 e vai até o capítulo 20, e reaparece e se encerra em 1Rs 1-2. Sua opnião é que:

"O argumento fundamental que essa seção desenvolve, quase em filigrana, responde à pergunta: por que foi Salomão que sucedeu a Davi? A resposta é dada com uma espécie de elenco dos descartados: são postos de lado os descendentes de Saul (cap.9 e 21), e os filhos de Davi, Amnon (cap.13), Absalão (cap.14-20) e Adonias (1Rs, cap.1-2); assim resta só Salomão, que Davi faz proclamar rei solenemente (1Rs 1,34: "Viva o rei Salomão"). 

"1. Amnon, filho mais velho de Davi, aproveitou-se injustamente de sua meia- irmã Tamar e depois a rejeitou com crueldade, embora pudesse tê-la pedido em casamento (2Sm 13.1-19); depois Absalão, irmão germano de Tamar, resolve em seu coração vinga-la e mata seu meio irmão Amnon.

Absalão revolta-se contra o seu pai, o rei Davi (2Sm 15.1-6), e proclama-se rei após ter seguido para Hebrom, e vários eram os que simpatizavam com ele (2Sm 15.7-12), mas um mensageiro avisa a Davi sobre os planos de seu filho, e Davi foge de Jerusalém junto com seu grupo fiel de mercenários filisteus. As tropas aliadas a Davi esmagam de forma decisiva as tropas rebeldes de Absalão e ele é morto por Joabe, contra as ordens de Davi (2Sm 17.24-18.33).

Adonias, então, o filho mais velho dos sobreviventes, nos últimos anos do reinado de seu pai, formou em volta de si um partido forte e começou a manifestar pretensões, aspirando ser sucessor de seu pai. Foi apoiado por Joabe, comandante do exército real e de Abiatar, sumo-sacerdote, sucessor de Arão. Mas Bate-Seba, incitada pelo profeta Natã, fala a Davi acerca da conspiração de Adonias para sucede-lo no trono (1Rs 1.15-31). Davi pede a Zadogue, um dos dois principais sacerdotes, e a Natã para que fosse ungido rei o seu filho Salomão. Os partidários de Adonias prontamente o abandonaram. Salomão não faz nenhum mal a Adonias até então, mandando-o ir para sua casa (1Rs 1.53; 1Cr 23.1).

Por causa da rebelião, Salomão foi coroado antes da morte de Davi.

Não se pode falar com certeza quanto tempo depois de Salomão ser coroado, Davi vem a morrer. Antes de morrer, porém, Davi dá instruções e conselhos a Salomão (1Rs 2.1-9).

Adonias ainda tenta tomar o lugar de Salomão conforme lemos no livro
clip_image001Introdução ao Antigo Testamento:

1 Giuseppe CROCETTI, 1-2 Samuel 1-2 Reis, p. 85.
"... Por fim de maneira tola, ele fez mais uma tentativa desesperada de destronar Salomão: pediu a consorte de Davi, Abisague, por esposa após a morte do pai. Salomão, percebendo as implicações políticas do pedido do irmão (transmitido astutamente pela influente Bate-Sabe), executou Adonias. O novo rei baniu Abiatar para Anatote (cf. Jr 1.1) e matou Joabe para cumprir a última vontade de Davi: a vingança pela morte de Absalão e Amasa..." 2 e lemos ainda
que após tais atos cruéis e vingativos finalmente seu reinado é firmado: "... Por
fim, Salomão reinou sem rivais em Judá e Israel (1Rs 2.1-46). O governo dinástico fora estabelecido." 3 .

A Sabedoria de Salomão
Tornou-se, Salomão, famoso não só pela grandiosidade de seu reino ou de suas obras, mas também por sua sabedoria.

Num sonho que teve, pediu a Deus que lhe desse sabedoria, recebendo então a promessa de abundantes bênçãos (1Rs 3.5-15). Salomão era jovem e, diante da grande responsabilidade de reinar sobre Israel e de seguir os passos do pai, pede a Deus sabedoria.

Lemos em 1 Reis 3.12 as palavras de Deus a Salomão: "... dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve igual, nem depois de ti o haverá", de forma que, depois de Jesus, Salomão foi o homem mais sábio do mundo.

Salomão compôs 3000 provérbios e 1005 cânticos e era respeitado por sua sabedoria (1Rs 4.29-34).

Atribui-se a Salomão a autoria dos livros de Provérbios, Eclesiastes e
Cantares, além de dois salmos.

Salomão julga o caso de duas mulheres

Uma das demonstrações da sabedoria de Salomão foi o fato de ter julgado o caso de duas mulheres.

Vieram a sua presença duas mulheres. Dizendo uma delas que ambas moravam na mesma casa e, à noite, sua amiga matou acidentalmente seu próprio filho enquanto dormia, deitando-se sobre ele. Enquanto eu dormia; disse ela, trocou os nossos filhos colocando ao meu lado seu filho morto. 

A mulher enganada reparando pela manhã, viu que o filho não era seu. Ambas alegavam ser seu o filho vivo. Eis que Salomão manda vir uma espada e diz: dividirei o menino vivo em duas partes e darei metade para cada uma. Então a verdadeira mão falou ao rei que desse o menino a sua amiga e que de modo algum o matasse, e a outra disse que poderia dividi-lo. 

O rei proclama a sentença dizendo: não mateis o menino. E mandou o entregar à sua verdadeira mãe. Todo o Israel ouviu a sentença, e tiveram profundo respeito ao rei, porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça (1Rs 3.16-28).

2 William LASOR, Introdução ao Antigo Testamento, p. 208
3 Ibid., p. 208

Reinado de Salomão

Foi a partir de Salomão que Deus estabeleceu o conceito de governo dinástico para o seu povo. Por quase quatro séculos, os descendentes de Davi seriam reis em Jerusalém.

O Reinado de Salomão durou 40 anos (971-931 AC) e durante ele a nação israelita atingiu o apogeu da sua grandeza.

Salomão e seu povo gozaram de profunda paz durante o seu reinado, e em todos os domínios.

O reino que Salomão herdou de seu pai se estendia do Golfo de Aqaba, ao sul, quase até o Eufrates ao norte. Nunca, antes ou depois disso, o território israelita foi tão extenso. Seu reino de quase 100.000 quilômetros quadrados era dez vezes maior que o reino que seu pai herdara.

Visto que tanto a Assíria quanto o Egito estavam fracos nessa época, Salomão não encontrou qualquer oposição real da parte de seus vizinhos. O seu exército era grande e achava-se bem equipado (1Rs 4.26; 10.26; 2 Cr 1.14). Ele protegeu de tal maneira o comércio, que a Palestina se tornou rica, abundante em artigos de luxo (1Rs 9.26 e 28; 10.14,15,27 a 29).

O editor do Dicionário Bíblico Vida Nova nos conta que: "Salomão substituiu
os limites tribais de Israel por doze (ou treze) distritos administrativos, cada um dos quais era obrigado a prover sustento para a corte um mês por ano (1Rs
4.22s.); suas exigências de alimento fariam disso uma tarefa onerosa (1Rs 4.22s). Isso causou ressentimento considerável" 

4. O povo dava sinais de insatisfação contra as práticas rígidas do governo de Salomão, prova disso é o assassinato de Adonirão (ou Adorão), superintendente dos trabalhos forçados (1Rs 12.18). O livro Introdução ao Antigo Testamento aponta: "Outra medida impopular de Salomão foi arregimentar trabalhadores dentre as tribos. Teoricamente, os 30.000 israelitas envolvidos em projetos públicos (5.13-18) não eram escravos como os trabalhadores cananeus (9.15-22). 

Mas eles prezavam tanto a liberdade que não se submetiam sem reclamar" 5.
Salomão era um comerciante empreendedor. Uma vez que os fenícios já controlavam o comércio no Mediterrâneo, Salomão se voltou para o sul e
desenvolveu relações comerciais com a Arábia e a África Ocidental, efetuando suas expedições marítimas com a ajuda dos navegantes de Tiro (1Rs 9.26-28). A cidade de Ezion-geber servia não apenas como porto para saída e chegada dessas expedições, mas também como centro de fabricação e refinação de cobre minerado em Arabá.

Salomão também controlava numerosas rotas comerciais terrestres, tornando-se Israel a grande câmara de compensação dos carros e linhos do Egito, cavalos cicilianos e os vários produtos da Arábia. Praticamente nada entrava no Egito procedente do Oriente, ou na Mesopotâmia procedente do sudoeste, sem enriquecer os cofres de Salomão (1Rs 4.21; 10.28-29).

4 Derek WILLIAMS, ed., Dicionário Bíblico Vida Nova, p. 331.
5 William LASOR, Introdução ao Antigo Testamento, p. 210.

A Construção do Templo e as Obras de Salomão

O rei estava também envolvido em vastos empreendimentos de construção. Sobre o Monte Moriá, ao norte da antiga Jerusalém, ele construiu uma acrópole que compreendia o magnificente templo, erigido em 7 anos (1Rs 6.37-
38), e seu próprio palácio, que esteve 13 anos em construção (1Rs 7.1), bem como um edifício para a rainha egípcia, sua mulher; (1Rs 3.1; 7.2,8) o muro de Jerusalém, e várias cidades (Hazor, Megido e Gezer) (9.15-19,24). Também construiu Milo, que alguns crêem ter sido um "aterro" entre Sião e Moriá, e uma cadeia para carros através de todo o país para garantir sua segurança.

Como tinha sido predito, foi ele que edificou o primeiro templo de Jerusalém (1Rs 5.6; 2Cr 2 a 4). A edificação do templo foi a grande tarefa do reinado de Salomão.

A madeira empregada na construção foi trazida do Líbano pelos operários fenícios, que em grande número foram empregados nesta obra, e outras semelhantes. A madeira era preparada e conduzida em navios até Jope, e deste porto até Jerusalém (1Rs 5.9). Também as grandes pedras eram cortadas, cinzeladas, e cuidadosamente marcadas antes de serem mandadas para Jerusalém. Foram empregados neste trabalho milhares de operários. 

Salomão faz um acordo com Hirão, rei de Tiro, para que este o ajude com matéria prima e mão- de-obra na construção do templo em troca Salomão devia dar providências para a manutenção e salário dos homens de Hirão, e devia pagar certa contribuição anual em trigo batido e medidas do melhor azeite para pagar o material vindo para a edificação. Salomão contratou um homem de Tiro para supervisionar a obra e um artesão fenício para executá-la (1Rs 5.10, 18; 7.13).

Após concluir as obras Salomão dedica o templo ao Senhor, Deus de Israel, colocando a arca da aliança em lugar próprio, no Santo dos Santos, dentro do templo.

A Decadência de Salomão

Os magníficos projetos de construção e as vastas exigências de exército forçaram tanto a economia israelita que mesmo os imensos rendimentos de Salomão provaram ser insuficientes para financiar o programa, de forma que certa vez ele teve de ceder 20 cidades galiléias à fenícia como pagamento por madeira e ouro necessários (1Rs 9.10-14). Seguindo o costume dos monarcas orientais, Salomão tinha um vasto harém, e tentava promover uma atitude amigável internacionalmente casando-se com princesas da maioria das nações circunvizinhas, inclusive os egípcios. De tal modo foi o coração de Salomão foi pervertido por essas mulheres que ele chegou a adorar os falsos deuses, como Astarote, dos sidônios, Moloque, dos amonitas, e Camos dos moabitas, aos quais edificou templos em Jerusalém (1Rs 11.1-8; Ne 13.26). Salomão se deixou envolver pela idolatria e os seus pecados trouxeram o castigo anunciado (2Sm 7.14; 1Rs 11.9-13), e apareceram os inimigos (1Rs11.14-40), enevoando seus últimos dias.

Vemos entrar na história a figura de Jeroboão, um efraimita de Zerete, filho de Nebate, servo de Salomão. Ele ao encontrar-se com o profeta Aías, ouve dele a profecia de que receberia dez das tribos de Israel para ser rei , por causa da ira de Deus sobre os pecados cometidos por Salomão.

Ao fim dos quarenta anos que reinou sobre todo o Israel, morre Salomão e
é sepultado na Cidade de Davi, seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.

Referências de Salomão no Novo Testamento

Mostra que foi Salomão quem edificou o Templo (1 Reis 6.1,14 - Atos 7.47).
A arca da aliança simbolizava a presença de Deus entre o seu povo (1 Reis
8.1,6 - Apocalipse 11.19).

Todo o santuário se encheu de uma nuvem de fumaça, que era uma manifestação visível da presença do Senhor no templo (Êx 40.34-38), e a glória do Senhor enchera o templo. A glória do Senhor é a irradiação luminosa do ser e da santidade de Deus (Nm 14.10; Iz 6.3; Ez 1.28). (1 Reis 8.10-11 - Apocalipse 15.8).

O templo construído é verdadeiramente a casa onde Deus habitou. (1 Reis
8.13: "Na verdade, edifiquei uma casa para tua morada, lugar para a tua eterna habitação." - Mateus 23.21: "Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita;").

Deus se agrada por Davi querer fazer-lhe uma casa. (1 Reis 8.17-18 - Atos
7.45-46).

Não foi Davi, mas seu filho Salomão, que edificou a casa de Deus. (1 Reis
8.19-20 - Atos 7.47).

Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. (1 Reis 8.27; 2
Crônicas 2.6 - Atos 17.24).

Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Alusão ao castigo de Deus se o povo se afastasse dele. (1 Reis 9.7-8 - Mateus 23.38).

Jesus faz alusões à sabedoria de Salomão e a magnificência com que vivia. (1Reis 10.5 - Mateus 6.29).

A visita da rainha de Sabá; Eis quem é maior do que Salomão.

Salomão foi o homem mais sábio que a terra já viu. Não houve nem antes, nem depois del, quem fosse mais sábio. Sua inteligência, porém não se pode comparar a de Jesus, filho de Deus. (1 Reis 10.1-10; 2 Cr 9.1-12 - Mateus
12.42; Lucas 11.31).

A sua casa se tornou notável pela riqueza e esplendor. Apesar de toda a glória, sabedoria e majestade de Salomão, nada pode se comparar a mais simples obra da criação de Deus, como por exemplo, os lírios do campo. (1 Reis 10.4-7
- Mat. 6. 12.42; 28-29; Lc 11.31; 12.27).

A Importância de Salomão para nossa Vida

1. Podemos considerar prudente a escolha que Salomão fez, quando Deus lhe perguntou num sonho, o que ele desejaria ter. Sua resposta foi pedir a Deus sabedoria. Talvez, se nos colocássemos no lugar de Salomão, será que pediríamos a Deus somente um coração compreensivo para poder julgar o grande povo, colocado sob nosso comando ou será pediríamos coisas materiais fúteis e supérfluas. O exemplo de Salomão deve falar fundo para nossas vidas, pois seu pedido alegrou a Deus; tanto que além da sabedoria, Deus lhe deu riquezas, glória e prosperidade.

2. Mais importante, porém, do que a sabedoria humana deve ser a sabedoria espiritual. O conhecimento das coisas divinas e a comunhão com Deus são a base para uma vida abençoada. Nesse sentido Salomão, infelizmente, não deu um bom exemplo para nós. Envolvido por paixões carnais, deixou-se levar por adorações a falsos deuses, e consequentemente, se afastou de Deus. De que lhe adiantou toda sua glória, todo seu poder e sabedoria, se não teve discernimento suficiente para não abandonar o seu Deus. Devemos ter cuidado com aquilo que o mundo parece nos dar, como fossem presente maravilhosos; pois vale mais levar uma vida humilde, na presença de Deus que viver com luxo e glória longe de sua presença.

3. Um outro ponto positivo na história de Salomão é o fato dele ter construído o templo de Jerusalém. Ora, esta tarefa foi uma ordem direta de Deus e simbolizava sua presença entre o seu povo. Salomão fez desta tarefa o empreendimento de sua vida. Sua dedicação em obedecer a ordem de Deus, primeiro dada a seu pai Davi, representa uma lição para nós, pois devemos sempre fazer a vontade de Deus.

4. Um outro aspecto que poderíamos ressaltar é que sua sabedoria testificava a grandeza de seu Deus, conforme as palavras da rainha de Sabá: "Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel: é porque o Senhor ama a Israel para sempre, que te constituiu rei, para executares juízo e justiça." (1Rs 10.9).

JTC
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